Fisioterapia na Ortognática: por que consultar um fisioterapeuta antes da sua cirurgia?
A cirurgia ortognática é um procedimento invasivo que consiste em modificar estruturas da face. Pode ser indicada para tratar questões funcionais, como uma apneia do sono grave, ou por motivos estéticos.
Diferentemente do que muitos acreditam, a reabilitação fisioterapêutica se inicia bem antes da cirurgia. No cenário ideal, uma consulta pré-operatória com um fisioterapeuta especializado permite avaliar as funções corporais com antecedência, gerando dados suficientes para comparação após o procedimento, não apenas olhando o resultado estético, mas também o funcional. Essa avaliação ajuda a identificar condições que podem favorecer ou dificultar a recuperação.
Um exemplo comum: muitos pacientes chegam à mesa de cirurgia com disfunções na ATM (articulação temporomandibular) não tratadas anteriormente. Devido às adaptações exigidas pela ortognática, esse quadro pode evoluir para travamento articular ou dor. Por isso, avaliar essa função com antecedência é fundamental.
O que o fisioterapeuta faz no pré-operatório
Nesse período, o trabalho do fisioterapeuta passa por quatro fases principais:
1) Levantar o histórico muscular, articular, funcional e estético
Avaliamos disfunções e lesões prévias relevantes para o pós-operatório: tensão da musculatura mastigatória, amplitude de abertura da boca, e comportamento da mímica facial.
2) Orientar sobre o processo — do hospital à alta
A ortognática não é uma cirurgia de decisão nem de recuperação simples, e a ansiedade em relação a ela é comum. Para tornar essa etapa mais leve, reduzindo o sofrimento e as chances de intercorrências, orientamos o paciente sobre o que levar ao hospital e os cuidados imediatos após a cirurgia. Assim, a recuperação começa muito antes do primeiro atendimento, e quem chega bem orientado evolui de forma mais satisfatória. Por isso, disponibilizamos um e-book com essas informações e as principais dúvidas que costumam surgir.
3) Conhecer e acolher o paciente
Essa é a fase primordial: entender os motivos da cirurgia, os medos e as expectativas de cada paciente. É o ponto de partida da reabilitação, quando alinhamos as expectativas sobre o tema em comum: a recuperação pós-operatória. Além disso, conhecer com antecedência o profissional que vai acompanhar essa fase é muito mais confortável e tranquilizador do que só depois da cirurgia.
4) Cruzar os dados para antecipar possíveis disfunções
Essa etapa reúne os resultados das avaliações anteriores. Com base no histórico e na função muscular, articular e facial, o fisioterapeuta consegue prever quais estruturas têm maior tendência a apresentar disfunções, seja uma ATM já sobrecarregada, seja uma musculatura com desequilíbrio. Esse cruzamento permite montar um plano individualizado, antecipando cuidados específicos e tornando o acompanhamento mais preciso.
Por que isso faz diferença
Chegar à cirurgia com essas quatro etapas bem trabalhadas muda o rumo da recuperação: o paciente vai para o centro cirúrgico mais seguro, mais orientado e com um vínculo de confiança já construído com quem vai acompanhá-lo depois. Na prática, isso significa uma recuperação mais tranquila, mais rápida e com menos intercorrências.
Vai passar por uma cirurgia ortognática? Agende sua consulta pré-operatória com nossa equipe especializada e comece sua reabilitação antes mesmo de entrar na sala de cirurgia.
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